quinta-feira, 21 de abril de 2016

Poesia: Canto de Esperança



Não é fácil não!
É luta desigual.
A nossa formação
O poder da construção
Faz muito mal
Esta expropriação
Surrupia os irmãos
Capitalismo é infernal

Muito tempo acumulando
É sangue derramado
Seguem explorando
Até tirando sarro
Contaminam nosso chão
Parece não ter salvação
Nosso povo dizimado

Em toda America Latina
Algo novo aconteceu
Para continuar a rima
Um mal sucedeu
A burguesia esta em cima
Da Venezuela a Argentina
Cuba entra nesta sina
O Brasil desfaleceu

Companheiros e companheiras
É tempo de lutar
Ficar nesta fronteira
É guerra popular
Sem medo e sem besteira
O inimigo enfrentar

Educação do Campo
Nos ensina
Não podemos esquecer
O lado que estamos
É necessário aparecer
E sem a lei do engano
A liberdade escrever

É tempo de esperança
de vencer os inimigos
de ter força e confiança
De produzir luta e livro
E no rumo desta prosa
Quebrar o capitalismo

Aos trabalhadores quero dedicar
Seja do campo ou da cidade
Esta poesia popular
Ela representa a verdade
Somos pessoas de coragem
Na trincheira vamos ficar

Vencer é o nosso lema
De coragem e união
Seguimos sem problema
Nos fazendo em mutirão
Somos um coletivo
Povo forte destemido
Vamos construir uma nova Nação.

Pedro Cerqueira Melo
Mestrando em Educação do Campo - UFRB.

terça-feira, 19 de abril de 2016

II Encontro de Pedagogia: Pedagogia, Currículo e Sociedade: sentidos e práticas


O evento trata-se de uma iniciativa do Colegiado de Pedagogia que conta com o apoio da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), do Departamento de Educação/Campus X e do Núcleo de Pesquisa e Extensão (NUPEX).

O II Encontro de Pedagogia com a temática:  "Pedagogia, currículo e sociedade: sentidos e práticas" se constitui num movimento teoria/práxis que se constrói com o Colegiado de Curso, mas sem se abster das contribuições dos outros colegiados do DEDC/UNEB. Tem a perspectiva de que junto a profissionais educadores, pesquisadores de outras instituições universitárias brasileiras, além da UNEB/CAMPUS X pensar e construir com sua comunidade acadêmica e as comunidades ao entorno, novas possibilidades de formações  a partir da indagação: que Pedagogia, que currículo e que sociedade estamos sobre-existindo na busca de sentidos e práticas de emancipação e formação humanas neste tempo de muitas tensões e exigências sociais por transformações da/com as vidas?!
Essa temática nasce das discussões em colegiado de curso, de diálogos e inquietações das salas de aulas da licenciatura, de indagações entre colegas de diferentes colegiados que ora, tem contribuído bastante. E, porque não dizer das interações estabelecidas  com as escolas de Educação básica, mas também do diálogo com outros espaços não escolares pelo trabalho docente/discente/monitorias no contexto da pesquisa, do ensino e da extensão. 
O Encontro de Pedagogia  será desenvolvido por meio de atividades acadêmicas, cientificas e culturais, que reflitam sobre as atuais mudanças da educação e do sistema público de ensino brasileiro. O pedagogo que irá atuar nesse contexto não pode estar à margem de posicionamentos e tendências sociopolíticas que circundam as relações entre educação, currículo e sociedade.

OBJETIVOS GERAIS DO EVENTO


  • Divulgar o conhecimento historicamente sistematizado e debater sobre: Pedagogia, Currículo e Sociedade: Sentidos e Práticas que se entrecruzam com paradigmas de pensamento, de sociedade e de Educação na vida em curso.
  • Discutir práticas e processos educativo-formativos do/a pedagogo/a que se dão na/com a Universidade pelas dimensões de ensino, pesquisa e extensão e mais recentemente pela política nacional de iniciação à docência-pibid que põe o/a estudante em contato direto com um dos espaços de sua atuação a Educação Básica. Some-se ainda nesse processo de formação as monitorias e estágios junto aos movimentos sociais, instituições comunitárias, e/ou outros espaços de educação superior como lugares de educações e produção de conhecimentos e tecnologias na esfera da sociedade local, regional e nacional.
É, contudo, extremamente significativo debater questões curriculares, formação e projetos de educação numa perspectiva co- laborativa entre as instituições educacionais sem descuidar nesse processo a formação com pesquisa-ensino; pesquisa-extensão como linhas teórico-metodológicas fundamentais.


Eixo 1 – Formação de Educadores
Integra aspectos históricos, políticos e socioculturais da formação docente. A profissionalização enquanto competência e reconhecimento social e elementos constitutivos dos diferentes saberes disciplinares em contexto escolar e não escolar. Abarca reflexões sobre prática educativa e os diferentes espaços de formação na construção de alternativas pedagógicas.

Eixo 2 – Gestão e coordenação de processos escolares e não escolares
Debates em torno da política, gestão, práticas de formação dos docentes e dirigentes escolares da educação básica; Discute as políticas educacionais, financiamento da educação e programas voltados para melhorias da educação dentro e fora da escola, além de trabalhos inter-relacionados com espaços não escolares.

Eixo 3- Currículo: reflexões e proposições na Universidade, na Educação Básica e em outras esferas educativas

Abrange as produções que discutem teorias, concepções e práticas curriculares que se dão dentro da Instituição  Escola, quer na dimensão da Universidade, quer de natureza da educação básica. Mais ainda currículos em espaços não escolares, também como redes de conhecimentos para além da escola e, outras alternativas de práticas curriculares que negadas e/ou silenciadas são postas à margem da teorização curricular já consagrada.  

Eixo 4 – A organização do trabalho pedagógico
Contempla as produções que discutem a organização do trabalho na sociedade capitalista seus nexos e relações com a organização do trabalho pedagógico e seus fundamentos. O trabalho pedagógico abrange dimensões do currículo, da prática pedagógica, do par dialético objetivo/avaliação; do par dialético conteúdo/método; do trato com o conhecimento; da perspectiva interdisciplinar do conhecimento; da mediação das tecnologias da informação e comunicação com o conhecimento e com os processos de ensino e aprendizagem. 

Inscrições no evento

As inscrições deverão ser  realizadas online e pagas por meio de depósito bancário

De 15/04/2016 a 30/04/2016 – Com apresentação de trabalho
De 15/04/2016 a 17/05/2016 – Sem apresentação de trabalho

TAXAS DE INSCRIÇÃO

CONDIÇÃO
VALORES
Professor Universitário
R$ 25,00
Professor Educação Básica
R$ 20,00
Estudante
R$ 15,00



Para confirmar sua inscrição siga os seguintes passos:

1) Pague a taxa de inscrição



(Banco Caixa Econômica)

Ag.: 3822

Conta Corrente: 22334-0

Favorecida:  ALINE P. QUARESMA.




2) Digitalize (Escaneie) o comprovante de pagamento.

3) Envie os documentos acima para o e-mail: 

4) Preencha o formulário de inscrição, caso deseja fazer sua inscrição


     
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                                              PARTICIPE! FAÇA PARTE DESSE MOVIMENTO!

EU NÃO GOSTO DE VOCÊ PAPAI NOEL (ALDEMAR PAIVA*)

Eu não gosto de você Papai Noel! Também não gosto desse seu papel de vender ilusão pra burguesia. Se os meninos pobres da cidade soubessem o desprezo que você tem pelos humildes; pela humildade, eu acho que eles jogavam pedra em sua fantasia.

Talvez você não se lembra mais, eu cresci me tornei rapaz, sem nunca esquecer daquilo que passou... Eu lhe escrevi um bilhete pedindo o meu presente... a noite inteira eu esperei contente... Chegou o sol, mas você não chegou. Dias depois meu pobre paicansado me trouxe um trenzinho velho, enferrujado, pôs na minha mão e falou:Tome filho, é pra você. Foi Papai Noel que mandou! E vi quando ele disfarçou umas lágrimas com a mão. Eu inocente e alegre nesse caso, pensei que meu bilhete, embora com atraso, tinha chegado em suas mãos no fim do mês. Limpei ele bem limpado, dei corda, o trenzinho partiu, deu muitas voltas... O meu pai então se riu e me abraçou pela ultima vez. O resto eu só pude compreender depois que cresci e vias coisas com a realidade.

Um dia meu pai chegou assim pra mim como quem tá com medo e falou: -Filho, me dá aqui seu brinquedo, eu vou troca outro na cidade. Então eu entreguei o meu trenzinho quase a soluçar, como quem não quer abandonar um mimo, um mimo que lhe deu quem lhe quer bem. Eu supliquei... Pai! Eu não quero outro brinquedo, eu quero meu tenzinho... Não vai leva meu trem, pai...! Meu pai calou-se e de seu rosto desceu uma lágrima que até hoje creio tão pura e santa assim só Deus chorou, ele saiu correndo, bateu a porta assim, como um doido varrido. A minha mãe gritou: -José! José! José... Ele nem deu ouvido, foi-se embora e nunca mais voltou...

Você! Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou...Sem pai e sem brinquedo, afinal, dos meus presentes não há um que sobre da riqueza de um menino pobre, que sonha o ano inteiro com a noite de Natal! Meu pobre pai, mal vestido, pra não me ver naquele dia desiludido, pagou bem caro a minha ilusão... Num gesto nobre, humano e decisivo, ele foi longe demais pra me trazer aquele lenitivo; tinha roubado aquele trenzinho do filhodo patrão! Quando ele sumiu, eu pensei que ele tinha viajado, só depois de eu grande minha mãe em prantos me contou... que ele foi preso, coitado! E transformado em réu. Ninguém pra absolver meu pai se atrevia. Ele foi definhando na cadeia até que um dia, Nosso Senhor... Deus nosso Pai...Jesus entrou em sua cela e libertou ele pro céu.

* Aldemar Paiva nasceu em Maceió-AL, no dia 10/07/1925. Trata-se de um homem com excepcional talento, capaz de realizar com maestria tudo aquilo que resolve fazer, motivo porque adquiriu o respeito da crítica e a admiração do público em relação a todas as facetas exploradas por sua veia artística. Aldemar conseguiu ser poeta, cordelista, radialista, jornalista, compositor produtor artístico e publicitário de primeira grandeza, consagrando-se como um artista multimídia, antes mesmo que o termo fosse inventado.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Coletivo da Educação do Campo Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB

Nota - Educação do Campo da UFRB contra o Golpe!


A Educação do Campo nasce de um contexto de disputa de projetos e de denúncias das graves condições estruturais da produção da vida e dos conflitos vividos no campo brasileiro que, construídos historicamente, são sempre desfavoráveis à classe trabalhadora no campo e na cidade. Por isso, a Educação do Campo da UFRB entende que não pode deixar de se pronunciar no momento histórico atual. No mês em que rememoramos e denunciamos os 20 anos do massacre em Eldorado dos Carajás, os enfrentamentos de classe se acirram. Em reação às jornadas de lutas – Abril Vermelho e Abril Indígena – o Estado comandado pela elite afronta gravemente os direitos da classe trabalhadora mediante articulações políticas que, num movimento golpista, desconsidera a Constituição Brasileira e faz avançar o impeachment de uma presidente eleita legitimamente e com pleno apoio dos movimentos sociais. É neste contexto que lideranças indígenas como o Cacique Babau e Teity Tupinambá são presos, acampamentos são atacados e queimados e, trabalhadores sem terras e indígenas são assassinados.Indignados com esse quadro de injustiça, de desrespeito aos legítimos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras das classes populares e frente a avassaladora ameaça à experiência democrática que a duras penas vimos construindo nas últimas décadas, nós, coletivo docente e discente da Educação do Campo da UFRB firmamos a nossa posição em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito, e em clara oposição ao pedido de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.Mestrado Profissional em Educação do CampoLicenciaturas em Educação do Campo (Ciências Agrárias e Ciências da Natureza e Matemática)Pedagogia – ênfase em Educação do CampoTecnologia em Agroecologia – EFASE/UFRB/PRONERAAmargosa e Feira de Santana (BA), 18 de Abril de 2016

O impeachment e a violência no campo: duas faces da mesma luta de classes João Pedro Stedile


O enfrentamento está nos gabinetes, nas periferias e nos acampamentos
rurais
A votação do impeachment, que está em uma semana decisiva, explicita os
interesses das classes dominantes e a disposição delas em reverter os
prejuízos decorrentes da crise econômica mundial. É a luta de classes
nos gabinetes.

O Brasil vive uma grave crise econômica, política e social, e, nesse
cenário, o poder econômico quer recompor suas taxas de lucro. Mas aqueles
que detêm esse poder não vão sair da crise sozinhos. Para isso, eles
precisam acabar com as conquistas sociais, retirar direitos dos
trabalhadores, privatizar as elétricas e o pré-sal, e implementar o
projeto neoliberal.

Esse projeto das elites está sendo apresentado pelo PMDB sob a forma do
que seria um futuro governo Temer. Então, o que está em jogo é se
voltaremos ao neoliberalismo ou não. É para isso que eles precisam tirar
a presidenta Dilma. E isso é elemento central da luta de classes, que se
acirra.

Eu acredito que a sociedade se mobilizou e denunciou que o que está
acontecendo é um processo político que têm motivações espúrias que
nada têm a ver com o comportamento da presidenta Dilma e seu governo. E
essa consciência está levando as pessoas às ruas em luta pela
democracia, que é o que está em risco neste momento.

Segundo a avaliação de diversos analistas políticos que tenho
acompanhado, o Governo vai perder na Comissão, mas vai ganhar no plenário
da Câmara. Isso porque os promotores do processo ainda não conseguiram
provar que a presidenta tenha cometido algum crime. Realizar pedaladas
fiscais é um artifício contábil que todos os presidentes da República
fizeram e que, dentre os atuais governadores, 24 deles já praticaram.
Então, se isso for considerado um crime, também deveria ter impeachment
de todos eles.

Acho que depois das votações, há apenas dois cenários possíveis. Se
não houver golpe, a presidenta Dilma sai fortalecida, porém terá a
missão de remontar seu governo a partir de outras bases. Remontar o
ministério, agora em diálogo com as forças da sociedade, não apenas com
os partidos, e retomar o programa que a elegeu em outubro de 2014. Eu
espero que Lula seja o coordenador desse processo.

Se houver golpe, entraremos em um governo de crise com desfecho
imprevisível, pois 80% da população não aceita um governo
Temer-Cunha-Mendes, nem um programa neoliberal, que vai trazer ainda mais
problemas para o povo brasileiro. Então, se houver golpe, a crise
política se aprofundará, e não haverá saída a curto prazo.

Longe do Planalto, a luta de classes usa armas de fogo. Em Quedas de
Iguaçu (PR), a aliança entre oligarquias e governos locais matou dois
trabalhadores rurais na última quinta-feira (7), justamente no mês em que
relembramos os 20 anos do Massacre dos Carajás.

O que aconteceu no Paraná foi uma provocação organizada pelo secretário
da Casa Civil do Governo do Estado, que tem laços históricos, financeiros
e políticos com a empresa que grila a terra que pertence à União. Ele
quis mostrar serviço aos seus patrocinados e promoveu a provocação que
levou às duas mortes.

Essa tragédia demonstra como as elites reagem quando se sentem impunes.
Foi nesse mesmo contexto que aconteceram, há 20 anos, os massacres de
Carajás, Corumbiara, sem contar os massacres nas cidades, em pleno governo
FHC. Porque a vitória político-ideológica do neoliberalismo nas urnas
sinalizou às elites mais truculentas de que agora se pode agir de forma
impune.

De nossa parte, não nos acovardaremos, porém tomaremos todos os cuidados
possíveis para não cair em provocações nem em armadilhas da violência
do latifúndio. Nosso papel como MST é o de seguir a luta pela reforma
agrária. Seguiremos ocupando os latifúndios improdutivos. Seguiremos
ocupando as terras de políticos, empresas e fazendeiros que estão em
dívida com a União por sonegarem impostos e por não pagarem empréstimos
em bancos públicos.

Sabemos que há mais de 5 milhões de hectares nessas condições em todos
os Estados do Brasil, e que se poderia assentar mais de 130 mil famílias.
Isso é o equivalente a todos os nossos acampados. E não será necessário
que o governo gaste um centavo em indenização.

Seguiremos nossa luta por uma reforma agrária popular, que significa na
atualidade, além de ocupar o latifúndio improdutivo, produzir alimentos
saudáveis e sem agrotóxicos para toda a população.

Hoje em 14:28 COMUNICADO DA FRENTE BRASIL POPULAR E DA FRENTE POVO SEM MEDO NÃO ACEITAMOS O GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA E NOSSOS DIREITOS. VAMOS DERROTAR O GOLPE NAS RUAS!


Este 17 de abril, data que lembramos o massacre de Eldorado dos Carajás,
entrará mais uma vez para a história da nação brasileira como o dia da
vergonha. Isso porque uma maioria circunstancial de uma Câmara de
Deputados manchada pela corrupção ousou autorizar o impeachment
fraudulento de uma presidente da República contra a qual não pesa
qualquer crime de responsabilidade.

As forças econômicas, políticas conservadoras e reacionárias que
alimentaram essa farsa têm o objetivo de liquidar direitos trabalhistas e
sociais do povo brasileiro. São as entidades empresariais, políticos como
Eduardo Cunha, réu no STF por crime de corrupção, partidos derrotados
nas urnas como o PSDB, forças exteriores ao Brasil interessadas em pilhar
nossas riquezas e privatizar empresas estatais como a Petrobras e entregar
o Pré-sal às multinacionais. E fazem isso com a ajuda de uma mídia
golpista, que tem como o centro de propaganda ideológica golpista a Rede
Globo, e com a cobertura de uma operação jurídico-policial voltada para
atacar determinados partidos e lideranças e não outros.

Por isso, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo conclamam os
trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, e as forças
democráticas e progressistas, juristas, advogados, artistas, religiosos a
não saírem das ruas e continuar o combate contra o golpe através de
todas as formas de mobilização dentro e fora do País.

Faremos pressão agora sobre o Senado, instância que julgará o
impeachment da presidente Dilma sob a condução do ministro Lewandowski do
STF. A luta continua contra o golpe em defesa da democracia e nossos
direitos arrancados na luta, em nome de um falso combate à corrupção e
de um impeachment sem crime de responsabilidade.

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo desde já afirmam que não
reconhecerá legitimidade de um pretenso governo Temer, fruto de um golpe
institucional, como pretende a maioria da Câmara ao aprovar a
admissibilidade do impeachment golpista.

Não reconhecerão e lutarão contra tal governo ilegítimo, combaterá
cada uma das medidas que dele vier a adotar contra nossos empregos e
salários, programas sociais, direitos trabalhistas duramente conquistados
e em defesa da democracia, da soberania nacional.

Não nos deixaremos intimidar pelo voto majoritário de uma Câmara
recheada de corruptos comprovados, cujo chefe, Eduardo Cunha, é réu no
STF e ainda assim comandou a farsa do impeachment de Dilma.

Continuaremos na luta para reverter o golpe, agora em curso no Senado
Federal e avançar à plena democracia em nosso País, o que passa por uma
profunda reforma do sistema político atual, verdadeira forma de combater
efetivamente a corrupção.

Na história na República, em vários confrontos as forças do povo e da
democracia sofreram revezes, mas logo em seguida, alcançaram a vitória. O
mesmo se dará agora: venceremos o golpismo nas ruas!

Portanto, a nossa luta continuará com paralisações, atos, ocupações
já nas próximas semanas e a realização de uma grande Assembleia
Nacional da Classe Trabalhadora, no próximo 1º de maio.

A luta continua! Não ao retrocesso! Viva a democracia!

--

*
Um golpe parlamentar e a volta reacionária da religião, da família, de
Deus e contra a corrupção*

PPGEDUCAMPO/UFRB – Disciplina Internacional da Rede PECC-MS: Educação Rural e Educação do Campo na América Latina

A disciplina Internacional da Rede PECC-MS: Educação Rural e Educação do Campo na América Latina, ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em...