terça-feira, 7 de julho de 2026

"O FECHAMENTO DAS ESCOLAS NO CAMPO: diagnóstico, desterritorialização e a ofensiva do capital"


 VEM DEBATER CONOSCO!

No marco do Congresso 80 anos UFBA teremos a mesa:

VEM DEBATER CONOSCO!


No marco do Congresso 80 anos UFBA teremos a mesa:

"O FECHAMENTO DAS ESCOLAS NO CAMPO: diagnóstico, desterritorialização e a ofensiva do capital"


Com Profª Dra. Rosana Chaves - UNEB e grandes nomes da Educação do Campo.


🗓️ 08 de julho de 2026

🕥 10h30

📍 IGEO - Sala 103 C - UFBA


Mediação: Ma. Irani Soares - POSGEO/UFBA


Chega mais pra pensar junto os caminhos de luta e resistência da escola pública no campo

Com Profª Dra. Rosana Chaves - UNEB e grandes nomes da Educação do Campo.


🗓️ 08 de julho de 2026

🕥 10h30

📍 IGEO - Sala 103 C - UFBA


Mediação: Ma. Irani Soares - POSGEO/UFBA


Chega mais pra pensar junto os caminhos de luta e resistência da escola pública no campo

A atuação do Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá na luta contra o fechamento das escolas do campo

 


Desde sua criação, o Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá tem se constituído como um importante espaço de articulação entre movimentos sociais, universidades, sindicatos, educadores, estudantes, comunidades rurais e instituições públicas na defesa da Educação do Campo como direito dos povos do campo. Entre suas principais frentes de atuação destaca-se a resistência ao fechamento das escolas do campo, compreendendo que essas instituições representam muito mais do que espaços de escolarização: são patrimônios das comunidades, fundamentais para a garantia do direito à educação, para a valorização da identidade camponesa e para a permanência das populações em seus territórios.

Nos territórios do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá, o Fórum tem denunciado os impactos da política de nucleação e fechamento de escolas rurais, defendendo que tais medidas ampliam as desigualdades educacionais, aumentam as distâncias percorridas pelos estudantes, intensificam a dependência do transporte escolar, fragilizam os vínculos comunitários e contribuem para o êxodo rural. Sua atuação fundamenta-se na Constituição Federal de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) e, especialmente, na Lei nº 12.960/2014, que determina que o fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas somente pode ocorrer após manifestação do órgão normativo do sistema de ensino e consulta prévia à comunidade escolar.

Em Cruz das Almas, essa luta ganhou maior visibilidade com a mobilização em defesa da Escola Municipal Manoel Caetano da Rocha Passos, localizada na comunidade rural do Ponto Certo. Diante da decisão do poder público municipal de desativar a unidade escolar, o Fórum organizou uma ampla campanha envolvendo moradores, famílias, educadores, pesquisadores, movimentos sociais e instituições parceiras. Entre as ações desenvolvidas destacam-se a elaboração de cartas públicas e notas de repúdio, a organização de abaixo-assinados, a realização de reuniões comunitárias, a divulgação da situação em meios de comunicação e redes sociais, além da representação encaminhada ao Ministério Público do Estado da Bahia, denunciando a violação do direito à educação das populações do campo.

Além da atuação em Cruz das Almas, o Fórum acompanha processos semelhantes em outros municípios dos territórios do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá, promovendo seminários, audiências públicas, atividades formativas e debates sobre políticas públicas para a Educação do Campo. Também realiza incidência junto aos Conselhos Municipais de Educação, Secretarias Municipais de Educação e demais órgãos públicos, buscando fortalecer a participação social na formulação e no controle das políticas educacionais voltadas às populações do campo.

Essa atuação dialoga com a luta nacional desenvolvida pelo Fórum Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (FONEC), que denuncia o fechamento sistemático de escolas rurais em todo o país e reafirma a defesa do princípio de que nenhuma escola do campo deve ser fechada sem diálogo com as comunidades e sem o cumprimento da legislação vigente. Ao incorporar essa agenda nacional, o Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá fortalece a defesa da educação pública, democrática, territorialmente referenciada e comprometida com os projetos de vida dos povos do campo.

Ao longo de sua trajetória, o Fórum reafirma que defender as escolas do campo significa defender o direito à educação, a agricultura familiar, a cultura camponesa, a justiça social e a permanência das populações rurais em seus territórios. Suas ações evidenciam que a escola do campo constitui um espaço estratégico de produção de conhecimentos, fortalecimento da identidade coletiva e construção de um projeto de desenvolvimento comprometido com a valorização da vida no campo.

Referências

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

BRASIL. Lei nº 12.960, de 27 de março de 2014. Altera a Lei nº 9.394/1996, estabelecendo que o fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas será precedido de consulta à comunidade escolar e manifestação do órgão normativo do sistema de ensino.

FÓRUM DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DO RECÔNCAVO E DO VALE DO JIQUIRIÇÁ. Campanha: Fechar Escola é Crime. 2017.

FÓRUM DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DO RECÔNCAVO E DO VALE DO JIQUIRIÇÁ. Carta Pública em Defesa da Escola Manoel Caetano da Rocha. Cruz das Almas, 24 fev. 2026.

FÓRUM DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DO RECÔNCAVO E DO VALE DO JIQUIRIÇÁ. Nota Pública em Defesa da Reabertura da Escola Manoel Caetano da Rocha Passos. Cruz das Almas, 30 mar. 2026.

FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO, DAS ÁGUAS E DAS FLORESTAS (FONEC). Notas públicas e manifestos em defesa das escolas do campo. Brasília, diversos anos.

Por: Pedro Cerqueira Melo 

Com uso do Chaatgpt 

Histórico das Atividades do Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá (2012–2022)

 


2012 – Fundação do Fórum e início da articulação territorial

O ano de 2012 marca a criação do Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá, em 27 de abril, durante seminário realizado na Câmara Municipal de Cruz das Almas. A iniciativa partiu da turma da Especialização em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial da UFBA, em parceria com a UFRB, movimentos sociais, sindicatos, pastorais e profissionais da educação.

Principais atividades

  • Fundação do Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá.

  • Realização do I Seminário de Educação do Campo.

  • Constituição da Coordenação Colegiada.

  • Definição dos objetivos e plano inicial de atuação.

  • Participação no I Seminário Estadual de Educação do Campo.

  • Organização do II Seminário da Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá.

Destaque: criação de um espaço permanente de articulação entre universidades, movimentos sociais e redes municipais de ensino.


2013 – Expansão territorial e fortalecimento institucional

O Fórum ampliou sua atuação para os municípios do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá, fortalecendo a articulação com universidades e movimentos sociais.

Principais atividades

  • II Seminário de Educação do Campo (UFRB – Cruz das Almas).

  • Reunião Ampliada do Fórum no Recôncavo.

  • Reunião Ampliada em Santa Inês.

  • Participação na Reunião Ampliada do Fórum Nacional de Educação do Campo.

  • Participação no I Seminário Internacional de Educação do Campo (UFRB).

  • Roda de Prosa realizada em São José do Itaporã (Muritiba).

Destaque: fortalecimento da inserção do Fórum nos espaços estadual e nacional da Educação do Campo.


2014 – Consolidação da formação política

O Fórum consolidou os seminários territoriais como principal estratégia de formação e mobilização.

Principais atividades

  • III Seminário de Educação do Campo – Muritiba.

  • IV Seminário de Educação do Campo – Laje (Vale do Jiquiriçá).

  • Debates sobre formação de professores, PRONACAMPO, Licenciatura em Educação do Campo e fundamentos da Educação do Campo.

Destaque: ampliação da participação dos municípios do Vale do Jiquiriçá e fortalecimento da formação crítica dos educadores.


2015 – Ampliação das ações territoriais

O Fórum fortaleceu sua atuação regional por meio de seminários e encontros descentralizados.

Principais atividades

  • Roda de Prosa em Dom Macedo Costa.

  • V Seminário de Educação do Campo – Sapeaçu.

  • VI Seminário de Educação do Campo.

  • Seminário Territorial em Mutuípe.

  • Seminário Territorial em Cachoeira.

  • Participação no EDUCAVALE.

  • Desenvolvimento de processos formativos com municípios e universidades.

Destaques

  • Participação de aproximadamente 150 representantes de diversos municípios.

  • Conferências de Celi Neuza Zulke Taffarel e Janeide Bispo.

  • Debate sobre os Planos de Educação, currículo das escolas do campo e formação docente.


2016 – Defesa das escolas do campo

O Fórum intensificou sua atuação política diante do fechamento de escolas rurais.

Principais atividades

  • III Roda de Prosa.

  • VII Seminário de Educação do Campo.

  • Participação no ato contra o fechamento das escolas do campo na UFRB.

  • Mobilização da campanha "Fechar Escola no Campo é Crime!"

Destaque: fortalecimento da incidência política em defesa das escolas do campo e das políticas públicas.


2017 – Fortalecimento da mobilização

Principais atividades

  • VIII Seminário de Educação do Campo.

  • Elaboração de Carta Aberta em defesa das escolas do campo.

  • Defesa da Licenciatura em Educação do Campo e da formação continuada.

  • Ampliação da articulação entre universidades e movimentos sociais.

Destaque: consolidação do Fórum como referência regional na defesa da Educação do Campo.


2018 – Formação e debate sobre políticas públicas

Principais atividades

  • Seminário Temático: Políticas Públicas, Educação do Campo e a Questão Agrária (08 de agosto).

  • II Roda de Conversa do Fórum (14 de setembro).

Destaque: aprofundamento do debate sobre conjuntura política, questão agrária e políticas públicas para os povos do campo.


2019–2020 – Continuidade da articulação

Mesmo com poucas atividades presenciais registradas, o Fórum manteve sua articulação institucional, acompanhando as políticas de Educação do Campo e preparando a retomada das ações durante a pandemia.


2021 – Rearticulação durante a pandemia

Principais atividades

  • IX Fórum de Educação do Campo (27 de abril – on-line).

  • X Fórum de Educação do Campo (11 de agosto – on-line).

Destaque: manutenção das atividades do Fórum em ambiente virtual e fortalecimento da mobilização em defesa da Educação do Campo durante a pandemia.


2022 – Reconhecimento institucional

Principais atividades

  • Sessão Solene na Câmara Municipal de Cruz das Almas em homenagem aos 10 anos do Fórum.

  • Homenagem aos 10 anos da turma piloto da Licenciatura em Educação do Campo da UFBA.

  • Reconhecimento da Licenciatura e do Mestrado em Educação do Campo da UFRB.

Destaque: reconhecimento público da contribuição do Fórum para a consolidação da Educação do Campo no Recôncavo e no Vale do Jiquiriçá.

"O FECHAMENTO DAS ESCOLAS NO CAMPO: diagnóstico, desterritorialização e a ofensiva do capital"

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