segunda-feira, 1 de maio de 2017

Conflitos no Campo Brasil 2016’ da CPT será lançado nesta quarta-feira, em Alagoas

Dia, 26 de abril, às 14 horas, a CPT Alagoas foi lançada a publicação anual ‘Conflitos no Campo Brasil 2016’, no Auditório do Instituto de Terras e Reforma Agrária (Iteral), em Alagoas.
(Fonte: CPT AL).
1.295 conflitos por terra. 12.829 famílias despejadas pela polícia. 2.639 famílias expulsas da terra por jagunços. 172 conflitos pela água. 61 assassinatos. Esses e muitos outros números estão reunidos na publicação Conflitos no Campo Brasil 2016. Em Alagoas, o lançamento oficial ocorre nesta quarta-feira, 26 de abril, às 14 horas, no Auditório do Instituto de Terras e Reforma Agrária (Iteral), na Avenida da Paz, nº 1200.
Os dados compilados anualmente pela Comissão Pastoral da Terra revelam o ano de 2016 como o mais violento para os povos do campo dos últimos 10 anos. Esses conflitos fizeram aumentar o número de assassinatos e agredidos. De 2015 para 2016, subiu em 206% o número de agredidos e em 22% o número de mortes. Além disso, 2016 alcançou a maior marca dos últimos 25 anos, à exceção apenas de 2003.
A CPT, além de dar publicidade aos números de conflitos, apresenta um conjunto de artigos capazes de analisar as suas causas. As 230 páginas da publicação possuem tabelas com dados e textos sobre terra, água, trabalho, violência contra a pessoa e manifestações.
Lançamento em AlagoasEm Alagoas, o lançamento ocorre em um evento promovido em parceria entre a CPT e o Comitê de Mediação de Conflitos e Questões Agrárias, no auditório da ITERAL.
O evento contará com a presença do Padre Manoel Henrique, representando a Arquidiocese de Maceió, do historiador e coordenador da Pastoral da Terra em Alagoas, Carlos Lima, e do professor do IFAL, Claudemir Martins, que é autor de um artigo da publicação chamado ‘Crítica à transformação capitalista da água em mercadoria: águas para vida, não para a morte’.
ServiçoLançamento da publicação Conflitos no Campo Brasil 2016
Dia: 26 de abril de 2017
Horário: 14 horas
Local: Auditório do Iteral – Avenida da Paz, 1200 - Jaraguá
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COMISSÃO PASTORAL DA TERRA:


Para acessar as publicações abaixo, clique sobre a imagem de cada uma:
* Somente nesse ano de 1989, a CPT fez duas publicações
 
 
   
 
Em 1985, como forma de denunciar esta realidade, os dados começaram a ser sistematizados e publicados. Desde então, todos os anos, a entidade publica o livro Conflitos no Campo Brasil, onde se registra os conflitos por terra - violências como despejos e expulsões - e os números da violência contra pessoa, como assassinatos, ameaças de morte, prisões. Há, ainda, os dados do trabalho escravo, conflitos pela seca e as manifestações envolvendo os temas citados, entre outras informações. Em 2002, a CPT incluiu em sua documentação os conflitos gerados pelo uso da água. Ainda neste mesmo ano, a obra Conflitos no Campo foi reconhecida como publicação científica pelo Instituto Brasileiro de Informação e Ciência e Tecnologia (IBICT).
A CPT, com este trabalho, tornou-se a única entidade a realizar tão ampla pesquisa da questão agrária em escala nacional, e os seus dados são utilizados por várias instituições de ensino, pesquisadores, instâncias governamentais e pela imprensa.
Por que documentar?
Por fidelidade “ao Deus dos pobres, à terra de Deus e aos pobres da terra”, como está explicito em sua missão, é que a CPT assume o compromisso de registrar e denunciar os conflitos de terra e da água e a violência contra os trabalhadores e seus direitos. A documentação, realizada por um setor específico da entidade, possui as dimensões:
Teológica – de acordo com a história bíblica, Deus ouve o clamor do seu povo e está presente na luta dos trabalhadores. A luta em si é um ritual celebrativo da presença de Deus e da esperança que anima o povo.
Ética – porque a luta pela terra é uma questão de justiça e deve ser pensada no âmbito de uma ordem social justa.
Política – o registro da luta é feito para que o trabalhador, conhecendo melhor sua realidade, possa com segurança assumir sua própria caminhada, tornando-se sujeito e protagonista da história.
Pedagógica – o conhecimento da realidade ajuda a reforçar a resistência dos trabalhadores e a forjar a transformação necessária da sociedade.
Histórica – todo o esforço e toda luta dos trabalhadores de hoje não podem cair no esquecimento e devem impulsionar e alimentar a luta das gerações futuras
Científica – a preocupação de dar um caráter científico à publicação existe não em si mesma, mas para que o acesso aos dados possa alimentar e reforçar a luta dos próprios trabalhadores, contra o latifúndio. Não se trata simplesmente de produzir meros dados estatísticos, mas de registrar a história da luta de uma classe explorada, excluída e violentada.
FONTE: https://www.cptnacional.org.br/index.php/publicacoes-2/conflitos-no-campo-brasil

quarta-feira, 19 de abril de 2017

SEMINÁRIO TEMÁTICO - A Formação de Educadores do Campo no cenário das políticas neoliberais e conservadoras: enfrentamentos e horizontes

Neste Seminário, constituídos pelos diferentes sujeitos coletivos, aprofundaremos a reflexão sobre a formação de educadores do campo por defender a singular importância do seu papel nos processos de construção e fortalecimento da Educação do Campo e da identidade da escola do campo, bem como de seus sujeitos. Destarte, as políticas de formação dos professores do campo devem, segundo Miguel Arroyo (2007), superar a concepção de formação docente em suas formas tradicionais, justamente porque precisa empreender processos educativos que formem os sujeitos para a leitura do mundo a partir do paradigma da Educação do Campo. Uma formação docente que se constitua, de acordo com Molina e Hage (2015, p. 123) como, “*...+ um espaço de acúmulo de forças e de desenvolvimento de experiências, que possam recuperar e ampliar os espaços de práticas de formação de educadores como sujeitos históricos sociais, capazes de formar novas gerações *...+ a partir de uma perspectiva humanista e crítica.” 

Inscrições pelo e-mail: espacodialogoedc@gmail.com

ORGANIZAÇÃO: 
Programa de Pós-Graduação em Educação do Campo/UFRB 
Curso de Mestrado Profissional em Educação do Campo/UFRB 
Componente Curricular: Formação de Educadores do Campo 
Lic. em Educação do Campo: Ciências Agrárias (CFP/UFRB) 
Movimentos Socais do Campo 
PIBID Diversidade UFRB | Pibid Classes Multisseriadas/CFP 
Grupo de Pesquisa OBSERVALE/CFP/UFRB 
Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jiquirçá 




sábado, 8 de abril de 2017

REUNIÃO DO FÓRUM DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DO RECÔNCAVO E DO VALE DO JIQUIRIÇÁ

O Fórum de Educação do campo do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá, reuniu-se neste sábado, 08 de abril de 2017, na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, em Cruz das Almas, Bahia, para avaliar a caminhada e planejar o Seminário de de Educação do Campo Realidade, Contradições e Possibilidades. O Fórum existe desde 2012, e tem como objetivo, promover a transformação da realidade sócio-políticas destes Territórios em uma perspectiva contra-hegemônica, tomando a educação como prática social e instrumento emancipação dos sujeitos do campo.
A reunião contou com a presença dos Estudantes da Licenciatura e Mestrado em Educação do Campo da UFRB, MST, MPA, Associações rurais, representantes de Secretarias. Na oportunidade, foi definido o dia 27 de abril como o dia de realização do IX seminário de Educação no nosso Território. Além disso, os participantes realizaram uma análise da situação atual da perca de direitos e necessidade de enfrentamento a estas políticas neoliberais. 



Escola da Terra leva formação a professores de multisseriadas MEC/UFBA/SEC-BA



A Universidade Federal da Bahia -UFBA, em Parceira co Ministério da Educação - MEC e a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, realizaram a III etapa do Programa Escola da Terra para formação a professores de multisseriadas. Nesta etapa foram formados  cerca de 400 professores das classes Multisseriada, que se tornarão Especialista em Pedagogia Histórico Critica para a Educação Básica das Escolas do Campo, após cumprirem os critérios indicados pela universidade e entregarem o Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. A formação ocorreu em Três cidades Pólos no interior da Bahia, sendo: Gandu, no Território do Baixo Sul, Amargosa, no Território do Vale do Jiquiriçá e Cachoeira, no território do Recôncavo.  
Neste sentido, o Programa escola da terra, ME/UFBA/SEC-BA, busca, através de uma formação coesa de professores, possibilitar o acesso a novas possibilidades de construção no interior da escola. O curso busca aprofundar o conhecimento a cerca da Psicologia Histórico Cultural e a Pedagogia Histórico Critica, no processo de ensino aprendizagem, e principalmente no processo de alfabetizar as futures gerações. 
Esta pedagogia defende no interior da escola, um trabalho pedagógico consistente que eleve a capacidade teórica e de lutas dos estudantes e garanta a formação das futuras gerações para intervir na superação do modelo capitalista, que expropria e explora as camadas mais baixa da sociedade. 
 Como afirma Saviani 2011, 

[...] o papel da escola e não é mostrar a face visível da lua, isto é, reiterar o cotidiano, mas mostrar a face oculta, ou seja, revelar os aspectos essenciais das relações sociais que se ocultam sob fenômenos que se mostram à nossa percepção imediata (SAVIANI, 2011, p. 201)

A defesa da PHC e que as crianças acessem o conhecimento clássico, erudito, sistematizado, científico. Para a PHC a escola e o professor tenham a função social de ensinar estes conhecimentos, assumindo o que nuclear e principal como tarefa primeira.

Por: Pedro Cerqueira Melo. 
Mestrando em Educação do Campo - UFRB
Especialista em Pedagogia Histórico Critica - UFBA

sexta-feira, 7 de abril de 2017

12º Colóquio Nacional e 5º Colóquio Internacional: inscrições



Com o tema “Estado, política e sociedade: está o mundo de ponta cabeça?”, serão realizados, de 26 a 29 de setembro, no campus de Vitória da Conquista, os 12º Colóquio Nacional e 5º Colóquio Internacional do Museu Pedagógico. Promovidos pelo Museu Pedagógico – Casa Padre Palmeira da Uesb, os eventos acontecem a cada dois anos.
Conferências, mesas temáticas e colóquios temáticos fazem parte da programação. Os interessados em submeter trabalhos podem se inscrever até o dia 23 de abril. Já as inscrições para participação como ouvintes também estão abertas e ocorrerão até o dia 26 de setembro.
Confira as normas de publicação e a ementa dos colóquios temáticos. Para obter mais informações, contate o Museu Pedagógico por meio do telefone (77) 3421-3894 ou pelo e-mail coloquiomuseupedagogico@gmail.com.
Fonte: http://www.uesb.br/ascom/ver_noticia_.asp?id=15011

PPGEDUCAMPO/UFRB – Disciplina Internacional da Rede PECC-MS: Educação Rural e Educação do Campo na América Latina

A disciplina Internacional da Rede PECC-MS: Educação Rural e Educação do Campo na América Latina, ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em...