quarta-feira, 31 de agosto de 2016

UFRB - PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO – Campus Amargosa

A Pró-Reitora de Graduação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no uso de suas atribuições legais e regimentais, em conformidade com as disposições contidas nas Leis nº. 12.711, de 29 de agosto de 2012, Portaria Normativa nº 18, de 11 de outubro de 2012, Lei nº 9.394/1996, Lei nº 11.326/2006, Decreto nº 7.352/2010, Resolução CONAC nº 04/2012 faz saber aos interessados que estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Especial para ingresso no curso de graduação, de Licenciatura em Educação do Campo - Área Ciências Agrárias, do campus de Amargosa, em Regime de Alternância, o qual será regido pelas disposições deste Edital.

O Processo Seletivo Especial destina-se ao preenchimento de 60 (sessenta) vagas no curso de Licenciatura em Educação do Campo com habilitação em Ciências Agrárias, em regime de alternância regular de períodos de estudo, ofertado no Centro de Formação de Professores – CFP, campus de Amargosa

Fonte: https://ufrb.edu.br/portal/component/chronoforms5/?chronoform=ver-prosel&id=1045

XV Semana de Economia e o I Encontro de Egressos de Economia da UESB

imagem do topo
Entre os dias 16 a 20 de Novembro de 2016, o ODEERE – Órgão de Educação e Relações Étnicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, realizará a XII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira, tendo como tema: "Etnicidade e Empoderamento: Simbolismos, Oralidades e Identidades".
Este Órgão vem desenvolvendo ações interdisciplinares com um programa de pesquisa, ensino e extensão, voltados para o estudo interdisciplinar fazendo face com diferentes áreas do conhecimento. Sendo assim, nossos estudos das etnicidades aferem a existência de grupos étnicos e a forma como os mesmos se organizam politicamente, bem como, buscamos entender os processos assimétricos entre os diversos grupos étnicos na sociedade Brasileira.
Assim sendo, etnicidade e empoderamento se articulam na relação entre "nós" e "eles" numa perspectiva antidiscriminatória seja com raça, gênero, diversidade sexual. Vale aqui salientar que estudos mostram que é necessário criar estratégias de empoderamento no cotidiano, em nossas experiências habituais, logo, empoderamento sob essa perspectiva significa o comprometimento com a luta pela equidade e possui um significado coletivo.
Os objetivos deste encontro se voltam para: estudar grupos étnicos socialmente discriminados; promover discussões que propicie reflexões acerca dos processos históricos de empoderamento dos grupos étnicos em especial os negros e indígenas; propiciar possibilidades de reflexões acerca das desigualdades sociais; refletir acerca da implantação e implementação das Diretrizes Curriculares para o ensino das Relações Étnicas no tange ao ensino de História e Culturas africanas, afro-brasileiras e Indígenas; refletir acerca das Diretrizes Curriculares para o ensino de Educação Quilombola; Debater sobre os limites e possibilidades na formação docente para o ensino de Gênero e Diversidade Sexual; debater sobre legados africanos, em especial, terreiros e quilombos; criar possibilidades de encontro entre academia e populações ciganas , de terreiros e indígenas; propiciar debates culturais e raciais sobre populações e conteúdos afro-brasileiros entendendo os mesmos como conteúdo da cultura brasileira; ampliar os espaços para o debate de pesquisas, propostas e reflexões com temas das Relações Étnicas.
Este debate será feito durante este encontro em dois GT's assim especificados: GT01- Etnicidades, Educação e Memória e no GT02- Etnia, gênero e diversidade sexual. Estes grupos de trabalhos incluirão em sua programação atividades de palestras, minicursos, oficinas e atividades artísticas. Assim, a expectativa é reunir interessados pelas temáticas, pesquisadores e pesquisadoras de diferentes áreas de conhecimentos, professores e professoras dos diversos níveis de escolaridade, visando dar visibilidade e intercambiar os conhecimentos produzidos.

Inscrições

Inscrições com submissão de trabalho: 29 de agosto até 15 de outubro de 2016.
Inscrições para ouvinte: 29 de agosto até o dia 17 de novembro de 2016.
Valor das Inscrições: Com submissão de trabalho: R$ 25,00 
Ouvintes: R$ 20,00

Propostas

Podem ser submetidas propostas para minicursos, oficinas, mostra fotográfica, mostra de vídeo e atividades artísticas.
Os minicursos e oficinas deverão ter carga horária de 4 ou 8 horas.
Os interessados deverão preencher a ficha de submissão (clique aqui) e enviar a ficha para o e-mail: propostasodeere@gmail.com.
Prazos: 
As propostas podem ser submetidas até o dia 15 de outubro de 2016
As propostas selecionadas serão publicadas no site, a partir do dia 01 de novembro de 2016.
Fonte: http://www.uesb.br/eventos/pertenca/?pagina=programacao

Encontro sobre educação do campo reúne pesquisadores e movimentos sociais

Hércules Andrade
Rafaela Landim
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

x
A feira agroecológica expôs produtos desenvolvidos por movimentos sociais e projetos independentes
Segundo dados de pesquisa realizada pelo Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de 30 mil escolas no campo foram fechadas nos últimos 15 anos.

A informação foi apresentada pela professora Célia Regina Vendramini, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), durante a Conferência Educação, Trabalho e Movimentos Sociais do Campo, que integrou o Encontro Baiano de Educação do Campo: trabalho, contra hegemonia e emancipação humana, realizado entre os dias 17 e 18 de agosto, no Campus I, em Salvador.
x
Célia Regina: "Mais de 30 mil escolas no campo foram fechadas nos últimos 15 anos"
“A política educacional hoje é a de padronização das escolas, com a criação de ranking definidos por avaliação, ou seja, as escolas que não conseguem atingir o nível estabelecido, são fechadas. Essa lógica reduz e dificulta o acesso dessas pessoas à educação”, explicou a docente Célia Regina.

Encontro Baiano de Educação do Campo

x
O encontro reuniu sujeitos sociais envolvidos com a discussão da Educação do Campo
O encontro teve como objetivo reunir os sujeitos sociais envolvidos com a discussão da Educação do Campo, com vistas a socialização das produções acadêmico-científicas, relatos de experiências em espaços escolares e não-escolares seja no campo do ensino, da pesquisa e da extensão.
A mesa de abertura do evento foi presidida pelo reitor José Bites de Carvalho.
“A UNEB se diferencia por ser uma Universidade multicampi, essa é uma questão fundamental num estado grande como a Bahia. Existe uma demanda por formação de profissionais qualificados nas mais diversas áreas. O primeiro passo para definirmos a universidade como inclusiva é tornar a educação superior acessível para todos”, pontuou o reitor.

Também participaram da mesa, representantes de movimentos sociais e sindicais, do Fórum de Educação do Campo, e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de autoridades políticas, como o secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues.

“Esse evento representa para nós um momento de encontro de vários sujeitos da educação do campo, desde professores, pesquisadores, estudantes, da educação básica e superior, movimentos sociais e sindicais e outras instituições sociais, com o objetivo de debater a problemática da educação do campo, na atualidade e fortalecer esse movimento visando construir um novo projeto de educação para os povos do campo, considerando a educação como espaço estratégico na construção de outro modelo de desenvolvimento para o campo e para a sociedade em geral”, ressaltou a professora Rosana Rodrigues, coordenadora do evento.

Extensa programação
x
O pesquisador Osias Hermes apresentou o trabalho intitulado Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial
A programação do encontro reservou mesas-redondas, conferências, apresentações culturais e apresentações de trabalhos.

Osias Hermes, pesquisador do tema: Política de Desenvolvimento Territorial, bolsista CNPQ do Projeto Núcleo de Pesquisa e Extensão em Desenvolvimento Territorial, do Território de Irecê, apresentou o trabalho Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial. ”Encontros como esse propõem ações integrativas que aproximam as pessoas envolvidas nos processos educativos permitindo o compartilhamento de vivências e de conhecimento”, afirmou.

O evento contou ainda com uma feira agroecológica, que expôs a produção de produtores ligados a movimentos sociais e sindicais. Entre os expositores estavam representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (Ceta).

Fonte: http://www.uneb.br/2016/08/30/encontro-sobre-educacao-do-campo-reune-pesquisadores-e-movimentos-sociais/

MANIFESTO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO, PELA REFORMA AGRÁRIA, PELA DEMOCRACIA E CONTRA O GOLPE


Os/as participantes do Encontro Baiano de Educação do Campo, reunidos/as nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 2016, no Campus I da Universidade do Estado da Bahia, na cidade de Salvador, manifestam veemente repúdio ao golpe político, judiciário e midiático, bem como aos atos arbitrários do governo interino de Michel Temer, que não reconhecemos como legítimo.

Este governo desrespeita a Constituição Federal, os direitos humanos e a CLT; implementa uma política de retirada dos direitos dos/as trabalhadores/as para pagamento de juros ao mercado financeiro; promove uma reforma previdenciária que penaliza a classe trabalhadora; desencadeia o desmonte dos serviços públicos, como educação e saúde, bem como das políticas voltadas para as mulheres, as questões raciais, geracionais e de gênero, as populações do campo, indígenas e quilombolas.

De modo que EXIGIMOS:
  • A manutenção dos princípios constitucionais de financiamento à educação pública nacional, repudiando qualquer corte orçamentário ou estratégia de mudança constitucional que crie teto artificial ao investimento em educação;
  • O cumprimento das metas instituídas pelo Plano Nacional de Educação com efetiva destinação de 10% do PIB, mantendo e ampliando as políticas e programas para a Educação do Campo em todos os níveis e modalidades;
  • A liberdade pedagógica e uma educação crítica, voltada para a formação humana, com direito à manifestação e organização de estudantes e trabalhadores/as em educação;
  • Uma política agrícola e agrária que garanta condições dignas de vida e de trabalho no campo e que equacione a questão fundiária no país; e
  • O fortalecimento de experiências e formas de produção pautadas em uma matriz científico-tecnológica, agroecológica, associativista e cooperada.

Por fim, defendemos e conclamamos a todos/as a lutar contra o fechamento das escolas e em defesa de uma política de educação do campo que garanta: formação inicial e continuada dos professores/as; oferta em todos os níveis e modalidades de ensino; estrutura escolar adequada à organização do trabalho pedagógico no campo; organização do ensino que dialogue com os modos de vida e produção do campo; e acesso ao que há de mais desenvolvido em termos de conhecimento e tecnologias educacionais.

Nenhum direito a menos,
todos/as pela democracia!

Subscrevem este Manifesto 252 participantes do Encontro Baiano
de Educação do Campo e as seguintes entidades e movimentos sociais:

Caritas Brasileira Regional Nordeste III
Centro Público de Economia Solidária - CESOL
Escolas Famílias Agrícolas
Federação dos Trabalhadores na Agricultura – FETAG
Fundação de Apoio à Agricultura Familiar do Semiárido - FATRES
Grupo de Pesquisa Educação do Campo, Trabalho, Contra Hegemonia e Emancipação Humana - UNEB
Instituto Federal Baiano – IF Baiano
Instituto Federal da Bahia - IFBA
Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – IRPAA
Movimento de Luta pela Terra – MLT
Movimento de Organização Comunitária - MOC
Movimento de Trabalhadores/as, Assentados/as, Acampados/as e Quilombolas – CETA
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Núcleo de Extensão e Desenvolvimento Territorial do Piemonte Norte do Itapicuru
Núcleo de Extensão e Desenvolvimento Territorial do Sudoeste Baiano
Núcleo de Extensão e Desenvolvimento Territorial do Território de Irecê
Núcleo de Extensão e Desenvolvimento Territorial do Velho Chico
Núcleo de Cooperações e Ações em Políticas Públicas e Economia Solidária –COAPPES/UNEB
Polo Sindical de Irecê
Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS
Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB
Universidade Federal da Bahia - UFBA
Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Fonte: http://www.uneb.br/files/2016/08/manifesto1.pdf

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Evento destaca educação popular e interconexões com EJA e educação do campo

A programação do evento contou com apresentações de pôsteres, rodas de conversa e palestras. Fotos: Divulgação
A Educação Popular e as Interconexões com a EJA e a Educação do Campo: da Opressão a Humanização. Esse foi o tema do seminário realizado no dia 26 de agosto, no Departamento de Educação (DEDC) do Campus XIV da UNEB, em Conceição do Coité.
A programação do evento reservou uma homenagem ao educador Paulo Freire
A programação do evento reservou uma homenagem ao educador Paulo Freire

O evento, que integra as atividades do curso de extensão homônimo desenvolvido na unidade, teve como objetivo discutir os princípios da Educação Popular (EP) e suas interconexões com a educação de jovens, adultos e idosos e com a Educação do Campo (EC) na Contemporaneidade.

“Os debates visaram aprofundar os princípios e pressupostos do pensamento de Paulo Freire para a educação, a escola e os diversos espaços de aprendizagem num contexto educacional de incertezas, desafios e possibilidades nos municípios do Território do Sisal”, destacou a professora Edite Faria, coordenadora do evento.

Educação como Prática da Liberdade

A programação contou com apresentação de pôsteres e rodas de conversa. Destaque para a palestra A Educação como Prática da Liberdade: da opressão a humanização, proferida pelo professor da UNEB Antônio Dias Nascimento.

Participaram do seminário cerca de 100 pessoas entre estudantes do campus, professores da educação básica, além de representantes de movimentos sociais de oito municípios sisaleiros.

O evento contou ainda com uma homenagem ao educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire e com a apresentação do Quarteto da Orquestra Santo Antônio do município de Conceição do Coité.

Fonte: www.uneb.br

sábado, 27 de agosto de 2016

Filho de 'clã político' e sob investigação: a cara do Senado que votará o impeachment


Ingrid Fagundez e Renata Mendonça

O perfil predominante entre os membros do Senado é o de um homem, branco, com curso superior (Direito é o mais comum), investigado pela Justiça e com boas chances de ser membro da bancada ruralista.
Muitos são também parte de dinastias políticas de longa data e muitos chegaram à Casa sem receber voto nenhum, por serem originalmente suplentes.
É o que revela a análise feita pela BBC Brasil de dados - como sexo, formação e número de mandatos - dos 81 senadores.

O levantamento descobriu ainda que a maioria dos parlamentares tem longa carreira política, com passagens pela Câmara e cargos no Executivo.
Além disso, 56% dos que votarão o impeachment da presidente Dilma Rousseff respondem a acusações como improbidade administrativa e corrupção passiva em tribunais, segundo a ONG Transparência Brasil.
Abaixo, conheça algumas das características de destaque entre os senadores.

80% do Senado é composto de homens brancos

A votação do impeachment na Câmara dos Deputados já tinha mostrado que a grande maioria da Casa é formada por homens brancos.
No Senado, não é diferente. Dos 81 senadores, 62 são homens brancos, seis são homens negros, e 13 são mulheres.
Os números contrastam com a realidade da sociedade brasileira: de acordo com os dados mais recentes do IBGE, 54% da população é negra 51% são mulheres.
A idade média dos senadores é 60 anos. Um em cada quatro é formado em Direito. E segundo o site do Senado, 69 membros da Casa têm curso superior completo.
"Isso é um retrato do poder" disse à BBC Brasil Maria do Socorro Braga, coordenadora do Núcleo de Estudo dos Partidos Políticos Latino-Americanos na Ufscar. "Faz parte da nossa cultura política, que é elitista."

56% dos senadores são citados na Justiça ou em Tribunais de Contas

Entre os 81 senadores que votarão o impeachment, 45 (56%) têm ocorrências na Justiça ou em Tribunais de Contas por suspeitas ou acusações que vão de improbidade administrativa (em sua maioria) a corrupção passiva, passando por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, segundo levantamento do projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil.
Os partidos com o maior número de senadores citados são: PMDB (12), seguido por PSDB (7), PT (5), PR (4) e PP (4).
"É uma contradição muito grande e uma alta deslegitimação desse processo. Vivemos um momento em que a classe política está sendo muito questionada porque cada vez se tem mais informações sobre isso (políticos acusados de crimes ou improbidades). Há um descrédito da população em relação a seus representantes", disse Braga.
"Tem políticos de todos os partidos envolvidos. Essa contradição nos mostra que temos uma democracia com baixa qualidade. A médio e a curto prazo, uma consequência disso é o apartidarismo."

Senadores vêm de 'dinastias' políticas e têm longa carreira política

Apesar de mais da metade dos senadores estarem em seu primeiro mandato, a maioria tem longa carreira política - ou já foi deputado por mais de uma vez ou exerceu cargos importantes no Executivo, como o de governador.
Segundo o cientista político Manoel dos Santos, vice-coordenador do Centro de Estudos Legislativos da UFMG (federal de Minas Gerais), a carreira - e a projeção conseguida por ela - é necessária para conseguir votos, pois o senador é eleito pelo número de votos no seu Estado. Na Câmara, para ser eleito, o candidato depende não apenas dos votos que recebe, mas também dos recebidos por seu partido ou coligação.
"(No Senado), só vai bem quem tem de fato muito voto. São pessoas de patrimônio político extenso, por isso está cheio de ex-ministros."
A experiência pesa na hora da indicação do partido para participar das eleições.
"A grande disputa é conseguir montar sua chapa e sair como candidato da coligação. São sempre grandes nomes", diz a pesquisadora da Transparência Brasil, Juliana Sakai.
Muitos deles carregam também sobrenomes de peso. Dados da Transparência Brasil mostram que 60% dos senadores têm parentes na política, mais do que os deputados (49%).
Entre os "clãs" mais numerosos na política estão os de Cássio Cunha Lima (5 parentes), do presidente do Senado, Renan Calheiros (4 parentes), e o de Jader Barbalho (3 parentes).
Para a cientista política da Ufscar Maria do Socorro Braga, "são verdadeiras oligarquias". "(Antes) era mais forte do que hoje, mas ainda existe. Praticamente em todo Nordeste, quem está assumindo são filhos e netos. Essa é uma característica que acaba afetando a ampliação e a maior integração de outros setores."
Segundo Braga, as famílias acumulam poderes econômicos e de comunicação, detendo meios de informação.
"Por que (Fernando) Collor foi eleito depois de passar anos inelegível? Se você vai para Alagoas, as rádios, os jornais da região são todos dele e acabam ajudando."

Bancada ruralista é predominante

Quase 30% do Senado é ruralista. A informação é do Projeto Excelências, da Transparência Brasil. A bancada é uma das maiores na Casa, ao lado do grupo formado por concessionários de rádio e TV (23,5%). A bancada dos sindicalistas é a terceira, mas fica afastada das duas primeiras, com 11%.
Para Braga, os números mostram um desequilíbrio dos interesses representados no Senado, que seria "muito fechado" e "exclusivo".
"É bastante elitista. Causa espécie você ver que é uma elite que não está sensível às características socioeconômicas do Brasil, marcado por extrema desigualdade social."
Já o cientista político Manoel dos Santos vê os ruralistas como um "segmento legítimo da sociedade".
Santos afirma que muitos Estados brasileiros têm forte economia agrícola e estariam representados por esses parlamentares.
Da mesma forma, um Brasil majoritariamente conservador também teria um Legislativo pouco adepto a mudanças.
"Parlamentos são sempre um pouco mais conservadores do que os membros do Executivo, pela distribuição de preferência dos eleitores (por Estados). Nossa sociedade é conservadora. Há também um neoconservadorismo se projetando, ligado a questões religiosas. Não acho um problema. Tem que ter representatividade de fatores liberais e conservadores", diz.

16% dos senadores chegaram a cargo sem receber voto

As eleições para o Senado Federal são majoritárias, ou seja, só são eleitos os senadores que recebem a maioria dos votos diretos, enquanto na Câmara as eleições são proporcionais e candidatos menos votados têm chances de ocuparem as cadeiras por conta do quociente eleitoral.
Ainda assim, é possível chegar ao Senado sem receber voto algum, por causa do sistema de suplência. 16% dos senadores chegaram ao cargo sem receber voto.
Quando se elege um senador, o suplente é eleito junto. Muitos suplentes que compõem a chapa dos senadores são financiadores das campanhas ou familiares (esposa, filho, neto, etc). Existe até uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que visa impedir que cônjuges ou pessoas com vínculo sanguíneo possam compor as chapas dos senadores, mas ela está parada na Câmara desde 2013.
"Há pessoas (no Senado) que não têm nenhuma representatividade. Cai algo que é fundamental numa democracia. (O Senado) É uma Casa muito conservadora e representa apenas alguns setores, que são os que financiam as campanhas", afirmou a professora da Ufscar.
Em oito anos de mandato, é muito comum o senador eleito deixar o posto para ocupar outro cargo - às vezes no governo federal, como ministro, às vezes em um governo estadual ou municipal. Com isso, o suplente (que, em geral, não é conhecido pelo eleitorado) acaba assumindo a cadeira em seu lugar.
Por exemplo, dos 54 senadores que foram eleitos em 2010 para um mandato que teria oito anos, 20 acabaram deixando suas funções temporariamente em 2014 para concorrer a eleições em outros cargos - para governador, principalmente.
Atualmente, existem 13 suplentes - o equivalente a 16% do Senado - ocupando as vagas de senadores eleitos pelo voto.
Fonte: www.bbc.com

Monsanto se intromete na produção de orgânicos; movimentos criticam violações

28583217464_c818143b5a_z.jpg
Com a venda de sementes de hortaliças, a Monsanto faturou US$ 816 milhões em 2015 - Créditos: Foto: Reprodução
Do Brasil de Fato
Uma das maiores empresas do agronegócio do mundo está com o mercado de orgânicos na mira. Conforme matéria do Valor Econômico, a Monsanto estuda certificar sementes de hortaliças para atender à demanda de produtores norte-americanos voltados à produção sem agrotóxicos.

Apesar de não contar com certificação, e aproveitando o crescente consumo de produtos orgânicos, as sementes da Monsanto já são vendidas nos Estados Unidos a preços mais caros do que as sementes transgênicas.

Monsanto expulsa

No início de agosto, foi divulgada a notícia do cancelamento da planta de "acondicionamento" de sementes transgênicas de milho na cidade de Malvinas Argentinas, na província de Córdoba, Argentina. Após três anos de mobilização popular, na Assembleia Malvinas Luta pela Vida, a empresa, que ainda não anunciou oficialmente, deixa o local.

Sofia Gatica é uma das militantes que participa do bloqueio à Monsanto em Córdoba e faz parte do coletivo “Mães de Ituzaingó”, organização criada para denunciar os casos de morte, câncer e malformação de fetos provocados pela pulverização aérea dos produtores de soja transgênica. Ela mesma perdeu sua filha três dias após o nascimento, quando seus rins deixaram de funcionar.

Reconhecida internacionalmente por sua luta em defesa do meio ambiente com o Prêmio Goldman (2012), em entrevista ao Brasil de Fato, Sofia afirma que a corporação produz agrotóxicos que são “pulverizados em seus filhos, nas frutas, hortaliças". Segundo ela, "são elas que controlam nosso sistema alimentar. O que nós estamos exigindo do governo é o direito de escolher o que comemos”.

Sofia ainda defende que os camponeses têm o direito de cultivar suas sementes criolas, “que possam passá-las de mão em mão, sem ter que pagar nada a ninguém”.

Fonte: www.mst.org.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Alvo de investigação por grilagem de terra, capitão da PM é exonerado de cargo no Detran

Um dos mandados de busca e apreensão emitidos pela Justiça na operação Oeste Legal foi cumprido em um edifício na Barra. O imóvel pertence ao capitão da reserva da Polícia Militar, o coordenador da Controladoria Regional de Trânsito (CRT) Getúlio Cardoso Reis, um dos cinco alvos da operação, que tem como objetivo combater grupos organizados de grilagem de terras que já causaram um prejuízo superior a R$ 30 bilhões na região Oeste do estado.
Nesta quinta-feira (25), o Detran-BA exonerou o capitão, que exercia a função comissionada de coordenador da CRT, responsável pela fiscalização dos Centros de Formação de Condutores (CFCs). O órgão argumentou que liberou o acusado, "para exercer o amplo direito de defesa".
Por volta das 6h de ontem, agentes do Departamento de Combate ao Crime Organizado (Draco) chegaram à casa do capitão Getúlio, na Rua Belém do Pará, no segundo andar do Edifício Julita. “Revistamos tudo, mas nada foi encontrado”, disse o delegado Jorge Figueiredo, diretor do Draco. O capitão Getúlio foi ouvido e liberado.
A Operação Oeste Legal, deflagrada pelo Draco, cumpriu mandados de busca e apreensão e cinco medidas cautelares – quando as pessoas são levadas à delegacia para serem ouvidas em depoimento – nas cidades de Barreiras, Santa Rita de Cássia e Formosa do Rio Preto. Durante o cumprimento das medidas cautelares, cinco pessoas foram presas por porte ilegal de armas.
Entre os presos está o empresário Getúlio Vargas da Fonseca, 66 anos, conhecido como Getulhão. Com ele, foram apreendidos uma pistola 380 e um revólver calibre 357. Ele é tido pela Polícia Civil como o principal articulador do grupo e dono da WF Construções Imobiliárias, com sede em Barreiras.
Getulhão já foi preso no Piauí, durante a Operação Mercadores da Polícia Federal, juntamente com nove pessoas que faziam parte de um grupo criminoso especializado em grilagem, falsidade documental, estelionato, venda de liminares e sentenças, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva.
Os outros presos foram o segurança dele, que portava um revólver calibre 38; um dos dois filhos de Getulhão investigados na operação, o ex-secretário de Meio Ambiente de Formosa do Rio Preto, Mário Eduardo Mignote, 36, com quatro armas (um revólver, uma pistola e duas espingardas); o dono de uma imobiliária Luís Rosa Filho, 42; e um funcionário dele (ambos estavam com duas pistolas e uma espingarda).
Filho de Getulhão, Getúlio Vargas Fonseca Filho, administrador da WF Construções Imobiliárias, foi conduzido para prestar depoimento na polícia e depois liberado.
Os mandados foram emitidos pela Vara do Crime Organizado, do Tribunal de Justiça do estado da Bahia (TJ-BA), em Salvador. “O grupo era investigado há quatro meses, após recebermos denúncia do esquema”, declarou o delegado Jorge Figueiredo, que preferiu não revelar a participação de cada um no grupo criminoso. “As investigações não param e precisamos garantir o sigilo de algumas informações para garantir o sucesso da operação”, justificou o delegado.
Segundo o TJ-BA, o grupo investigado atuava com grilagem de terras no município de Formosa do Rio Preto, também na região Oeste. Eles usavam documentos fraudulentos. Após conseguirem transferir as terras para os nomes de pessoas e empresas ligadas ao grupo, os criminosos faziam operações bancárias e financeiras, dando as terras como garantia. Após receberem milhões nas transações, repetiam o procedimento utilizando novos documentos forjados.
Com mais de 100 policiais, a operação. Determinada pela Vara do Crime Organizado, também foi realizada no Mato Grosso e Paraná. Também foram cumpridas medidas cautelares em órgãos públicos para arrecadar documentos, como cartório de registro de imóveis, tabelionato de ofício de notas, cartório de títulos de documentos, entre outros órgãos públicos.  “Não descartamos a possibilidade de envolvimentos de funcionários públicos no esquema”, declarou o delegado Jorge Figueiredo.
Fonte: www.infosaj.com.br

Campus Governador Mangabeira abre 04 cursos novos de Pós-graduação lato sensu.

O IF Baiano – Campus Governador Mangabeira informa para toda a Comunidade a oferta de 04 novos cursos:

Pós-graduação Lato Sensu em Metodologia Científica / Pós-graduação Lato Sensu em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena / Pós-graduação Lato Sensu Ensino de Ciências Naturais e Matemática / Pós-graduação Lato Sensu em Linguagens, Produção Textual e Estudos Culturais

Confira todos os editais nos links abaixo:


Fonte: www.ifbaiano.edu.br/unidades/gmb 
            Pró-reitoria de Pós-graduação, por e.mail.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Mestrandos do Programa de Mestrado Profissional em Educação do Campo da UFRB, participaram de “gira de saberes” na Comunidade de matriz africana Terreiro Caxuté, localizada no Baixo Sul da Bahia no povoado de Cajaíba – Valença.

UFRB - MESTRADO - CAXUTÉ
Foto: acervo Caxuté
A aula/gira de saberes ocorreu durante trabalho de campo realizado, como atividade do componente curricular: Desenvolvimento territorial e conflitos sociais no campo, ministrado pela Profª Dra. Silvana Lima. Inicialmente houve o acolhimento dos visitantes pela Mam´etu Kafurengá e demais membros da Comunidade Caxuté, em seguida foi apresentada a experiência da Primeira Escola de Religião e Cultura de Matriz Africana do Baixo Sul da Bahia, as ações desenvolvidas nesta escola, atendem não somente aos membros do Terreiro, como também dialogam com os Movimentos Sociais Populares, principalmente com os Povos e Comunidades Tradicionais, organizações camponesas e articulações do movimento negro, além disso, a Escola Caxuté realiza atividades em parceria com instituições de ensino regular desde as séries iniciais até a Pós-graduação essa iniciativa busca reivindicar, o cumprimento da lei 11645/08 que institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no sistema oficial de ensino em todo território nacional.
Os discentes do primeiro Mestrado em Educação do Campo do Brasil, também conheceram alguns espaços do terreiro, onde são realizados os cultos e as reverências aos Mikisi, reconhecidos como ancestrais nos Terreiros de Nação Angola, guardiões das tradições dos povos Bantu que são oriundos principalmente do sul da África.
Ao longo da caminhada, foi visitada a Gameleira Branca “Ficus Doliaria” árvore sagrada da comunidade que representa a morada do Soba Kitembu (Tempo) rei do povo de Angola, os membros da comunidade afirmaram que a Cosmovisão praticada no Terreiro Caxuté, tem um ligação intrínseca com a natureza e por isso, também reverenciam-se os Caboclos que são ancestrais indígenas, mostrando o elo histórico que ligam os descendentes da cultura Bantu com os povos nativos do território que passou a ser chamado de Brasil, após a colonização europeia.
A gira de saberes na Comunidade de Terreiro do campo Caxuté, encerrou com a explanação do Profº Me. Leonardo Fiúsa da UNEB – Campus XV e da discente de Direito Juliana Borges, ambos relataram os conflitos que as comunidades tradicionais do Baixo Sul da Bahia, tem enfrentado devido a instalação de grandes “empreendimentos” na região, pois, esses empresários e seus grupos tentam expulsar as comunidades quilombolas, extrativistas e ribeirinhas, dos seus territórios tradicionalmente ocupados. Essas ações violam direitos que inclusive foram firmados pelo Brasil em instâncias internacionais como a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT.
Fonte: www.comunidadecaxuteblog.wordpress.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Campus Bom Jesus da Lapa prorroga inscrições para especialização em Educação do Campo

Prorrogadas, até o dia 24 de agosto, as inscrições para o processo seletivo do curso de pós-graduaçãolato sensu em educação do campo do Instituto Federal Baiano – Campus Bom Jesus da Lapa. São 40 vagas.

O curso, voltado a proporcionar formação continuada interdisciplinar a educadores, busca contribuir na oferta de educação do campo contextualizada à realidade sociocultural e econômica do campo. Portanto, professores das redes públicas de ensino que trabalhem em escolas do campo ou estudantes de graduação de pedagogia ou licenciaturas das áreas de Ciências da Natureza, Humanas ou Matemática podem participar.




Fonte: IF Baiano/Reitoria/Comunicação/Jornalismo 

www.ifbaiano.edu.br

Common Core americano: modelo para o Brasil?

O Brasil anda namorando a noção de base comum corrente nos Estados Unidos ou seja, uma base somente para as disciplinas consideradas mais importantes e que caem nos exames (Common Core).

A base referente ao ensino médio foi retirada do debate imediato brasileiro, aguardando mudanças no modelo de ensino médio que será diversificado em sua terminalidade. O MEC admite que só o primeiro ano do ensino médio será comum, o que deixa aberta a possibilidade de que para os demais anos ele possa adotar o modelo do Common Core americano.

Pior do que fazer uma base nacional para todas as disciplinas, seria fazer apenas para algumas delas, decretando sua superioridade perante as outras e induzindo estreitamento curricular no ensino das escolas e na formação da juventude.

O Common Core é uma base nacional que inclui apenas linguagens e matemática. Um grupo autônomo fez também a base nacional para ciências. Estas disciplinas são as que caem no PISA.

O Brasil parece estar assumindo que esta é uma boa proposta. Mas não é o que todos os americanos acham do Common Core. Valerie Strauss analisa a questão:

“Por anos, o Common Core têm estado no centro de uma controvérsia nacional sobre a educação pública. Os defensores dizem que os padrões que estão em uso na maioria dos estados vão melhorar a educação pública, elevando os padrões que antes tinham sido referência para os estados. Os críticos dizem o contrário; no início deste ano, por exemplo, mais de 100 pesquisadores em educação na Califórnia divulgaram coletivamente uma pesquisa dizendo que não há provas “convincentes” de que o Common Core irá melhorar a qualidade da educação para as crianças ou fechar a lacuna de desempenho entre elas. (Eles também acusam os testes ligados ao Common Core de não terem “validade, confiabilidade e nem serem justos.”) ”

Segundo os pesquisadores da California:

“Embora os proponentes argumentem que o Common Core promove habilidades de pensamento crítico e aprendizagem centrada no aluno (em vez de aprendizagem mecânica), a pesquisa demonstra que as normas impostas, quando ligadas com testes de alto impacto, não só desprofessionalizam o ensino e estreitam o curriculum, mas ao fazê-lo, também reduzem a qualidade do ensino e aprendizagem do aluno, seu envolvimento e sucesso. O impacto também está no bem-estar psicológico do aluno: sem um entendimento de que não há provas de que as pontuações dos testes são válidas ou justas para a determinação de proficiência ou prontidão para a faculdade, os alunos e seus pais acabam interiorizando rótulos de fracasso com as respectivas crenças correspondentes sobre o seu potencial acadêmico.”

Esta crítica serve não apenas para o eventual Common Core aplicado ao nosso ensino médio, mas também para toda a Base Nacional Comum Curricular que estamos aprovando para o ensino infantil e fundamental.

Por isso, somos contra a elaboração de bases nacionais (curriculares e de formação de professores) cuja destinação seja produzir avaliações padronizadas. Já possuímos as Diretrizes Nacionais Curriculares aprovadas anteriormente pelo Conselho Nacional de Educação e que foram produzidas para orientar os estados e municípios e não para enquadrá-los em avaliações estreitas.

Fonte: www.avaliacaoeducacional.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Uefs inscreve até 5 de setembro para vestibular 2017.1

Inscricoes Prosel 2017.1A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) inscreve a partir desta sexta-feira (19) para o vestibular 2017.1 (ProSel). São oferecidas 921 vagas distribuídas em 25 cursos, como Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia. A inscrição deve ser feita exclusivamente através da internet, no portal www.uefs.br, até as 18h do dia 5 de setembro.

O candidato deve preencher o formulário disponibilizado online, imprimir o boleto e pagar na rede bancária a taxa de inscrição no valor de R$ 110 até o dia 6 de setembro. As provas serão aplicadas nos dias 20 e 21 de novembro (domingo e segunda-feira).

Para este vestibular a Uefs ofereceu 2.500 isenções da taxa, destinadas aos alunos egressos da rede pública de ensino. O resultado final já está disponível na página http://csa.uefs.br/index.php/prosel171/inicial e o candidato contemplado deve verificar se teve a inscrição confirmada. 

Vagas 

Das 921 vagas ofertadas para o processo seletivo 2017.1, 50 (duas vagas extras por curso) são destinadas aos membros de comunidades indígenas e quilombolas. O Programa de Ações Afirmativas da Uefs prevê, também, que 50% das vagas sejam ocupadas por estudantes que tenham cursado, na rede pública, os três anos do ensino médio e pelo menos dois anos do ensino fundamental (5ª a 8ª série ou 6º ao 9º ano). Desta reserva, 80% das vagas são dirigidas a quem se declarar afrodescendente. 

Fonte: www.uefs.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Campus Bom Jesus da Lapa oferta especialização em educação do campo

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do curso de pós-graduação lato sensu em educação do campo do Instituto Federal Baiano – Campus Bom Jesus da Lapa.São 40 vagas.

O curso, voltado a proporcionar formação continuada interdisciplinar a educadores, busca contribuir na oferta de educação do campo contextualizada à realidade sociocultural e econômica do campo. Portanto, professores das redes públicas de ensino que trabalhem em escolas do campo ou estudantes de graduação de pedagogia ou licenciaturas das áreas de Ciências da Natureza, Humanas ou Matemática podem participar.

Inscrições até 19/08/2016


Publicação: IF Baiano/Reitoria/Comunicação/Jornalismo

Fonte: www.ifbaiano.edu.br/unidades/lapa

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Agrotóxicos deixam rastro de câncer e morte pelo interior de São Paulo

cana.jpg
Da Rede Brasil Atual
Cidades médias e pequenas do interior do estado de São Paulo, localizadas em meio a grandes extensões de terra com monocultura da cana e banana, entre outras, apresentam taxas de incidência de malformações congênitas e diversos tipos de câncer acima da média estadual.

Em Ribeirão Corrente, na região de Franca, o índice de malformações é 26 casos para grupos de 100 mil nascidos vivos – mais de três vezes maior que a do estado, que é de 8.2. Em Sandovalina, na região do Pontal do Paranapanema, onde há ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o índice é 21. Na cidade de São Paulo, totalmente urbanizada, a taxa é de 9.5.

“Em Franca, uma mulher que engravida tem 50% a mais de chances de ter um filho com malformação do que uma moradora de Cubatão, por exemplo. E nem precisa ser agricultura. Está comprovado por estudos que em 70% dos casos de malformação congênita as causas são ambientais”, diz o defensor público Marcelo Novaes, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em Santo André, no ABC Paulista.

A incidência de câncer também é alta na zona rural. Em Bento de Abreu, na região de Araçatuba, há 18 óbitos por câncer cerebral para cada 100 mil habitantes. A taxa estadual é 6.6. “Essas cidades pequenas são fronteira entre o urbano e rural. Você sai da igreja matriz e já está numa plantação de cana, onde há pulverização aérea ou por tratores”, diz o defensor.

Ainda segundo ele, as taxa de mortes causadas por câncer de fígado é de 6.94 por 100 mil pessoas no estado, de 7.43 na capital paulista e de 20 em Turmalina, na região de São José do Rio Preto. Quase três vezes mais. “Sãocidades pequenas, com menos de 20 mil habitantes. Temos uma tragédia no interior paulista. As pessoas estão morrendo pelo veneno. Se antes se fazia excursão para o Paraguai, para compra de muamba, ou para Aparecida, para rezar na catedral, hoje se faz aos centros oncológicos”, compara.

Novaes se baseia no Observatório de Saúde Ambiental, uma plataforma de dados completos sobre utilização de agrotóxicos no estado, os tipos, as regiões, as culturas onde são empregados, bem como grupos populacionais afetados por doenças reconhecidamente desencadeadas pela exposição a esses produtos. O site interativo, que permite a criação de mapas em que é possível visualizar a distribuição das informações sobre o território paulista, foi desenvolvido por professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

“O mapa mostra o rastro de câncer em cidades em torno da via Anhanguera afora. Basta checar”, aponta Novaes, destacando que a Secretaria Estadual de Saúde, porém, nega todas essas evidências.

Conforme ressaltou ainda, o problema das pequenas cidades de São Paulo se repete no Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Paraná e outros estados com grandes áreas onde o agronegócio se instalou. Por isso, conforme acredita, agrotóxicos não deve ser tema limitado aos ambientalistas, e sim de conselhos tutelares, de defesa dos direitos da pessoa com deficiência, das mulheres e de toda a sociedade. “Precisamos fazer uma análise conjuntural desse projeto assassino que está em gestão em nosso país”, alerta.

Sistema excludente

Para Marcelo Novaes, a realidade dos agrotóxicos constitui a espinha dorsal de um “sistema excludente e prospectório da vida e da natureza”. E o avanço de projetos nocivos como o PL do Veneno, o PL 3.200/15, ocorre numa perspectiva não de mudanças, mas de retrocessos. “No arcabouço jurídico, há o direito dos códigos que conversa com os poderosos e o direito da prática que oprime os oprimidos, ou seja, a população. A engenharia disso é o ilegal que para os poderoso passa a ser legal”, diz.

“É por isso que são autorizados o corte de árvores centenárias, num prejuízo ambiental irreversível, sem um plano de manejo. É por isso que a mineradora Samarco matou um rio, as praias e continua com todo o vazamento; que há falta água em São Paulo enquanto a Sabesp paga dividendos aos acionistas, que o Código Florestal tão discutido com a sociedade está sendo esculachado aqui em São Paulo, fora a privatização de áreas florestais, que permite a extração de madeira. E a população se vê diante da ameaça crescente dos agrotóxicos”, aponta.

“O ilegal passa a ser legal e há apropriação do bem público pelo privado num processo de mudança das regras do jogo em pleno jogo. É como se, num jogo de xadrez, o cavalo passasse a ser movimentado como se fosse um bispo, uma torre. A gente vai ter de encarar isso.”

Marcelo Novaes participou da audiência pública promovida nesta sexta-feira (12), em São Paulo, pelo mandato do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP). O parlamentar integra a comissão especial da Câmara que analisa o PL 3.200/2015.

Fonte: www.mst.org.br

Prefeitura de Cruz das Almas: FECHAR ESCOLA DO CAMPO É CRIME

  Comunidade do Ponto Certo exige reabertura da Escola Manoel Caetano da Rocha A comunidade do Ponto Certo , no município de Cruz das Almas...