sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Professor Dr. Fábio Josué representante do Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá destaca a Educação do Campo no encontro do Educavale

O Professor Dr. Fábio Josué Souza, da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Bahia) de Amargosa, esteve presente no encontro Educavale, que foi sediado na cidade de Laje, durante esta quarta – feira (30). O tema da discussão foi a “Educação no Campo”.
Foto: Gilson Sales - Criativa On Line
Para o Professor, a Educação do Campo é extremante importante, pois visa à valorização do trabalhador rural: “A Educação do campo nasce de forma mais organizada a partir da década de 90 protagonizado pelos movimentos sociais que reivindicam os interesses da classe trabalhadora do campo.”
Outro ponto de discussão foi o fechamento de escolas na Zona Rural, que segundo o educador, dados estatísticos apontam mais de quatro mil escolas do campo deixando de funcionar no Brasil em 2014 e o estado da Bahia acaba liderando este ranking nacional. Do ponto de vista legal, nenhum município não pode fechar mais escolas.
Fábio Josué ainda destacou o Fórum de Educação no Campo do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá, que acontece no mês de Novembro, dias 11 na cidade de Mutuípe e dia 13 em Cachoeira e terá a participação ainda da Professora Drª Celi Taffarel da UFBA.
O convite foi feito a todos os seguimentos da sociedade, principalmente a movimentos sociais e sindicais, universidades, ministério público, territórios, secretarias de educação, agricultura e desenvolvimento rural, estudantes, pastorais, professores, gestores e militantes.
Fonte: www.criativaonline.com.br

Reis do Agronegócio - Chico César


Fonte: www.youtube.com

O racismo nosso de todos os dias
Por Walter Takemoto
Na terça, 29 de setembro, na cidade negra de Salvador, no shopping em que a maioria da clientela é branca e a maioria dos que limpam os banheiros, corredores, seguranças e funcionários das lojas são negros e negras, uma mulher branca, cliente, se recusou a ser atendida por um vendedor negro.
Com a discussão entre os envolvidos, pessoas começaram a se concentrar no local e a mulher fugiu para outra loja, até a chegada da PM e dos seguranças do shopping. Sob gritos de racistas das pessoas, conduziram a mulher para a delegacia.Não satisfeita, a mulher disse ao funcionário negro que ele só servia para motorista de traficante e o chamou de macaco. Outro funcionário da loja ao ouvir a agressão, chamou a polícia.
Essa violência racista, explícita, é apenas uma das formas de opressão e herança da escravidão imposta aos negros e negras no nosso País. O shopping é o palco onde parte da elite soteropolitana exibe sua condição de ocupante da casa grande e a sua condição econômica de poder ter serviçais à sua disposição dia e noite.
Casais brancos caminham felizes pelos corredores seguidos por adolescentes e jovens negras carregando suas compras e seus rebentos.
Nas mesas dos restaurantes saboreiam seus pratos gourmetizados, enquanto suas serviçais alimentam seus rebentos.
Não importa se é domingo, feriado, almoço ou jantar.
E a adolescente ou jovem negra que alimenta o rebento branco, sentada na mesa do restaurante, só pode comer depois de servir seu infante senhor. E provavelmente a conta da refeição será quase o que ganha ao final do mês.
O filme é o filme. Ao vivo é muito pior.
E o racismo de todos os dias na cidade negra é um imenso carnaval de camarotes, cordas e abadás.
E sobre ele escrevi um dia.
“Cortar as cordas camará!
Os negros esticam a corda, que separa quase todos brancos de quase todos negros.
E a corda suspensa no ar serpenteia, como os açoites nas costas dos negros que lutavam para romper as cordas invisíveis da escravidão.
E o trio elétrico com seu som ensurdecedor cala os gritos que rompem o tempo dos negros amarrados logo ali, no pelourinho.
E a corda do capitão do mato que prende o negro escravo é a mesma corda do policial da cidade que prende o negro, que luta para sobreviver, pelo bem ou pelo mal.
E os negros que puxam a corda que separa, nada mais faz que esticar a corda do passado que escraviza.
Cortar a corda camará, amarrar a corda na cinta e jogar camará, dar um nó na corda e esconder a ponta camará!”
Fonte: www.carosamigos.com.br

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

VI Seminário do Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jequiriçá


Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jequiriçá tematiza a Educação do Campo no VI Encontro do EDUCAVALE.

Realizou- se nesta quarta feira, dia 30 de setembro de 2015, o VI Encontro do EDUCAVALE. Este encontro teve como tema: “Educação do Campo, uma análise no Brasil, Bahia e no Território do Vale do Jiquiriçá”. Buscando atender o seu objetivo de analisar como tem se desenvolvido a Educação do Campo  no país, estado e municípios O  EDUCAVALE  representado na pessoa do Srº Willian Panffili convidou o Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá,  para se fazer presente  com suas contribuições discorrendo sobre Educação do Campo, representado pelo Professor Marcos Paiva, Mestrando em Educação do Campo pela UFRB,  que apresentou  com muita propriedade um pouco da história  Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá,  e  juntamente com o Professor Dr. Fábio Josué da UFRB, debateram o tema: Educação do Campo, uma análise no Brasil, Bahia e no Território do Vale do Jiquiriçá. Um momento significativo para ampliação das discursões, tendo em vista que reuniu representantes de 12 municípios do Vale, assim como, gestores, professores, coordenadores pedagógicos, estudantes da Licenciatura em Educação do Campo, Conselheiros Municipais de Educação, APLB Sindicato, Vereadores e Militantes da Educação do Campo.
O Professor Marcos Paiva fez a apresentação do Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá, pontuando a importância deste como um espaço de debates, proposições e articulações de políticas de Educação do Campo,  principalmente nos territórios do recôncavo e do vale, pois partimos do pressuposto de isonomia para os povos do Campo. Ao mesmo tempo, esclareceu a diferença entre educação rural e educação do campo, deixando claro que é insigne  que as propostas políticas da educação no país sempre estiveram incumbidas no desenvolvimento da proposta da educação rural. Desta forma, a proposta da educação do campo emerge como uma forma de contrapor a estes paradigmas que sempre menosprezou e desvalorizou os sujeitos do campo.  
O Professor Fábio Josué, fez uma análise da conjuntura da Educação do Campo no Brasil, Bahia e Vale do Jequiriçá, trazendo dados que nos impulsiona a questionar as diferenças atribuídas pelos dados institucionalizados (IBGE) que designam os quantitativos de moradores do campo e das cidades. Neste ficaram evidentes que o Vale apresenta um quantitativo considerável de moradores do campo. O professor apresentou os avanços que o Movimento Por Uma Educação do Campo tem conquistado ao longo destes 18 anos, tanto nos marcos legais como na produção acadêmica. No entanto, o mesmo ressaltou os anseios, dentre estes,  evidenciou a pouca formação dos professores atuantes na Educação do Campo, a precariedade das unidades escolares, os conflitos pela terra e com ela a desterritorialização dos povos do campo em vista de atender as demandas do agronegócio. Contudo, o foco principal do dialogo pautou-se sobre o fechamento das escolas do campo, números alarmantes que demonstram o descaso dos órgãos públicos com as demandas educacionais camponesas. Segundo o professor, os gerenciadores educacionais utilizam a lógica do custo benefício no oferecimento da educação para as populações do campo. Nesta perspectiva os municípios tem se utilizado do fechamento de escolas do campo, os dados recentes apontam para o fechamento de 872 escolas do campo na Bahia só no ano de 2014. Além da lógica custo benefício, os municípios também tem justificado esse fechamento crucificado o ensino multisseriado, no entanto, pesquisas relatam que a multisseriação não é a culpada pela má qualidade da educação do campo e sim a formação e condições de trabalhos dos professores que atuam nas escolas multisseriadas. Segundo o Professor, é preciso que a educação seja pautada na lógica do direito. O mesmo também ressaltou as contribuições da UFRB no fortalecimento da proposta da Educação do Campo nos Territórios do Recôncavo e do Vale, pois a universidade tem buscado dar formações em nível de licenciatura, especialização, mestrado e formações continuadas além da produção de conhecimento.
Portanto, o Fórum de Educação do Campo do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá, apresentou-se como uma articulação importantíssima para tencionarmos os debates da Educação do Campo no Vale do Jiquiriçá, principalmente após a fala de alguns ouvintes que afirmaram a carência e necessidade de ampliação das discursões desta proposta popular de educação. Nesta perspectiva, o Fórum configura-se como um espaço de articulação propositivas de políticas públicas que venham atender a demanda da Educação do Campo nos Territórios do Vale e do Recôncavo.   





Prefeitura de Cruz das Almas: FECHAR ESCOLA DO CAMPO É CRIME

  Comunidade do Ponto Certo exige reabertura da Escola Manoel Caetano da Rocha A comunidade do Ponto Certo , no município de Cruz das Almas...